Crítica: Coisas preciosas que chegam tarde


É uma pena que alguns filmes só ganham o devido respeito e as telas do cinema, quando alguém de sua equipe é fotografo segurando algum prêmio. Não sei se esse estranho fenômeno ocorre pelo fato de que a crítica especializada, ultimamente, anda fazendo vista grossa ou se tais filmes são alternativos demais (ruinzinho de vender, mesmo) para colocarem o número necessário de pessoas nas salas de cinema.

É o caso de Preciosa – Uma História de Esperança (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, 2009), filme muito legal do diretor Lee Daniels (Monster’s Ball: Depois do Ódio e O Condenado) que estreou este mês em Recife, em apenas uma sala (eu falei UMA sala)..

1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece “Preciosa” Jones (Gabourey Sidibe, iniciante, mas muito bem, obrigado), uma adolescente de 16 anos, negra e obesa, mãe de uma menininha com síndrome Down e novamente grávida, mora, em um apartamento de subúrbio, com o pai estuprador e sua, extremamente violenta, mãe Mary, interpretada pela atriz Mo’Nique, que levou merecidamente por esse papel (é preciso ver para crer), o Oscar de melhor atriz coadjuvante, apesar do excesso de palavrões contidos nos seus textos.

Apesar da história se passar nos anos 80, Preciosa nos leva a um universo de assuntos polêmicos e bem atuais como gravidez na adolescência e violência sexual. O filme é de uma sensibilidade incrível e nos faz refletir sobre os casos de violência doméstica que estampam todos os dias as página dos jornais, mas ele também nos fala de força de vontade, superação, realização de sonhos e recomeço.

A trilha sonora é embalada com muito Soul e pitadas acertadíssimas de Gospel. A fotografia, apesar de ser um filme urbano, não deixa nem um pouco a desejar. O elenco conta ainda com a participação do cantor Lenny Kravitz e da cantora Mariah Carey, super bem (estou impressionado!) no papel da assistente social Weiss.

Uma curiosidade é que Preciosa é o terceiro projeto, como realizador, do diretor Lee Daniels, mas já, em 2001, no seu primeiro filme, Monster’s Ball: Depois do Ódio, Halle Berry levou o Oscar de melhor atriz.

Apesar do filme já estar há muito tempo disponível no mercado informal e na web, vale apena pagar mais um pouquinho pra vê-lo na telona. Você não vai se arrepender!

Trailer do Filme:

Esse filme vale 5 sabres de luz de recomendação.

Anúncios

Tags:, , , ,

Categorias: crítica, filmes

Assinar

Assine nosso feed RSS e nossos perfis sociais para receber atualizações.

2 Comentários em “Crítica: Coisas preciosas que chegam tarde”

  1. Sara
    11/04/2010 às 13:43 #

    Ótima dica!

  2. 12/04/2010 às 01:37 #

    Apesar de muita crítica de pessoas em questão a enfatizar mais a mãe do que o pai como ameaçador no filme (isso depende mais de quem vê, creio eu), é um ótimo filme, injustiçado – na minha opinião – no Oscar. Esta era minha opção pra melhor filme.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: