Super Massa TCC: Experiências Compartilhadas


Fala galera, depois de um bom tempo sem uma nova edição do Super Massa TCC, trazemos hoje aqui um post especial com um projeto de graduação bem bacana vindo de Curitiba, Paraná. O trabalho da vez é conhecido como “Experiências Compartilhadas” e foi desenvolvido por Murilo Mafra e Raphael Inoue, estudantes de design da UTFPR.

O projeto tem como objetivo o fortalecimento do mercado de design, baseado em três “personagens” principais: nós, os entrevistados e os designers (como um todo). Assim, os profissionais (entrevistados) compartilham suas experiências com dois acadêmicos (nós) que dividem com os demais estudantes (designers). Com isso, os designers criam empreendimentos mais atentos aos problemas do mercado de design e, dessa forma, tem-se um mercado mais fortalecido beneficiando os profissionais que iniciaram esse ciclo.

Ciclo que demonstra o fortalecimento do mercado.

Tive a oportunidade de fazer algumas perguntas para os responsáveis por esse projeto e a seguir vocês podem conferir um pouco desse papo.


Nome: Murilo Mafra
Idade: 22 anos
Cidade/Estado: Curitiba – PR
Curso/Faculdade: Bacharelado em Design – UTFPR


Nome: Raphael T. Inoue
Idade: 23 anos
Cidade/Estado: Curitiba – PR
Curso/Faculdade: Design Gráfico – UTFPR

Como vocês podem definir o projeto “Experiências Compartilhadas” em poucas palavras?

“Experiências Compartilhadas” é um projeto que propõe uma publicação que contém relatos obtidos por entrevistas de profissionais e um breve modelo genérico de plano de negócios voltado para designers que estejam no início de sua vontade de abrir seu próprio escritório. Este documento, voltado para empreendedores iniciantes, contém dicas obtidas por meio da análise das entrevistas cedidas, entre Setembro de 2011 e Março de 2012, por vinte profissionais de design associados à Prodesign>PR, todos atuantes em Curitiba.

Como surgiu a ideia para a concepção do projeto? E qual foi o maior objetivo de vocês na hora de desenvolvê-lo?

A ideia surgiu em 2009. Nós dois éramos da Comissão Organizadora do Algures (Semana Acadêmica de Design da UTFPR) e começamos a trabalhar juntos como freelancers. Com isso, veio a vontade de abrir o próprio negócio (como vários outros estudantes de design a têm), mas a gente sabia que não estava preparado, então decidimos usar o TCC para poder planejar todo o nosso escritório.

Porém, durante o desenvolvimento da proposta, a gente percebu como era difícil esse caminho de abrir o próprio escritório. Então decidimos, junto com nosso professor orientado Renato Cachorrão, buscar ajuda e pensamos que a experiência, fosse ela negativa ou positiva, de outros poderia nos ajudar a tomar cuidado em determinadas situações. Já sabíamos que era necessário escrever um plano de negócios, mas percebemos como eram valiosas as informações das entrevistas e extraímos delas várias dicas básicas para geração de um plano de negócios genérico, direcionado a designers que estão começando a pensar em abrir seus próprios escritórios.

A princípio nosso maior objetivo durante o desenvolvimento era criar algo para nós mesmos usarmos. Porém, em uma reunião fomos trazidos de volta a realidade ao ouvir de uma professora da UTFPR como isso era egoísta. Estudamos em uma universidade pública, ou seja, a sociedade quem financia nossos estudos, então deveríamos dar um retorno para ela, por menor que fosse a parcela beneficiada. Passado isso, mudamos o foco para que o nosso TCC atuasse como um catalisador, por menor que fosse, do fortalecimento do mercado de design como um todo.

Entrevistados pelo projeto!

Das vinte entrevistas que vocês realizaram, qual foi a que mais marcou o processo de desenvolvimento do projeto?

Para começar, o que marcou em todas as entrevistas foi ver como esses profissionais são abertos e bem intencionados. Mesmo não sendo o mais marcante, Marcos Minini foi um bom exemplo disso. Depois de mais de uma hora de conversa, já quando estávamos nos nos despedindo, ele comentou que teve a mesma conversa com outro estudante de design, tão novo quanto nós. O gesto pode parecer pequeno, mas mostra que, mesmo sem precisar, não vê problemas em reservar seu horário para ajudar e conversar sobre design. Uma consciência de mercado diferente.

É difícil escolher uma entrevista mais marcante, já que cada uma influenciou o projeto em um aspecto diferente. Ken Fonseca, antes de responder qualquer pergunta, ajudou muito nossa visão acadêmica sobre o projeto, enquanto Naotake Fukushima nos deu uma aula de história do design em Curitiba e até nosso professor orientador Renato Bordenousky, com quem conversamos tantas vezes, nos surpreendeu com histórias novas.

Mas uma contribuição que merece destaque foi a do Túlio Filho, que passou mais de duas horas e meia comentando sobre história, o mercado de design curitibano e abrindo nossa cabeça em relação a importância da união a favor da classe.

Quais foram as maiores dificuldades para finalizar esse projeto de graduação?

A maior dificuldade foi a análise de todas as entrevistas. É difícil imaginar o que um empreendedor julga relevante para a construção de seu plano de negócios, mas várias reuniões, diagramas e a vontade ter um próprio escritório facilitaram um pouco as coisas. Esperamos que todas as dicas extraídas sejam relevantes para quem tem a intenção de abrir seu próprio escritório de design.

ID visual do projeto junto dos conceitos.

Como está sendo a repercussão do “Experiências Compartilhadas”? Como vocês pretendem continuar alimentando esse projeto?

Ainda não podemos afirmar nada, ele ainda é muito novo. Mas o que deu para notar foi que repercussão do nosso projeto está sendo maior do que imaginávamos. Quando tínhamos o nosso projeto em mãos sabíamos que ele era bom, mas não imaginávamos que ele seria tão bem visto e elogiado como tem sido.

Professores, amigos, colegas, desconhecidos, profissionais têm trazido bons comentários sobre o projeto, principalmente pela ideia e pela forma como ele foi desenvolvido. Receber feedbacks positivos é sempre gratificante, independente de onde venha.

Até onde vocês pretendem chegar com esse projeto de graduação? O que vem pela frente para o Experiências Compartilhadas?

Por enquanto vamos manter o site e ver a reação de quem entra em contato com o projeto. O ideal é se tornar uma plataforma de troca de situações. Quem sabe um fórum?

Mas como o próprio nome diz, são experiências compartilhadas. Então, você que está lendo este post e tem algo para compartilhar, a hora é agora. Ajude a fortalecer a nossa comunidade de design compartilhando a sua experiência dentro do mercado para que os outros designers possam ficar cientes e não cometam os mesmos erros.

Finalizando o Experiências Compartilhadas.

O deixa agradece aos guris por compartilhar suas experiências com a gente e ficamos na torcida para que mais projetos como esse apareçam no meio designer para ajudar os estudantes e profissionais a evoluirem cada vez mais.

Quer saber mais sobre esse projeto? Visite os links abaixo:

Site: experienciascompartilhadas.com.br
Facebook: facebook.com/experienciascompartilhadas

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Categorias: design, entrevista, Super Massa TCC

Autor:Ed Lago

Game Designer trabalhando atualmente na Aquiris Game Studio, fundador do deixadenerdice e seu melhor companheiro de desventuras.

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